sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Cabem sempre dois...


Gosto dos que não medem e daqueles que transbordam. Gosto dos que não buscam e daqueles que encontram. Gosto dos que conjugam verbos em que cabem sempre dois. Gosto dos olhos que rezam cores, despedem lágrimas e namoram frutos. Gosto da ingenuidade das sementes, das coincidências não-coincidentes, gratidão, promessas, planos, lembranças e até das expectativas. Procuro por boca que ao versar seus espinhos, também saiba ser remédio. Celebro multidão quando sou eu mesmo silêncio ou par. Exercito palavras que se arriscam pra fazer felicidade caber no vão do beijo. Sofro de lua, raízes, nuvem, borboletas e calendários. Sofro de carne e Almas, milagres, misérias e abundâncias. Sou eu mais um destes pobres abençoados que tanto e muito ama...

(Guilherme C. Antunes)

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Sweet

''Dali pra frente tudo é doce
É doce até não enjoar
Minha nossa, é só ficar longe, que logo eu penso em você[...] ''

(O Teatro Mágico)

Poesia, poesia e poesia...

''Qualquer dia da semana, um coração vazio
se enche de amor
"
(Lobão)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

E se eu não souber brincar de beijo?


Tínhamos atravessado a noite atrás de palavras que pudessem justificar o beijo que queríamos dar, assim como se não soubéssemos que o desejo não cabe no verbo.
Buscar a lógica do bem querer nos deixou exaustos,
e nosso beijo nasceu desse cansaço bonito.
E, naquela hora, o que era medo se misturou à canção.
Vi escapar um sorriso do canto da tua boca, e quase todos os sonhos couberam ali.

Mas a manhã que se insinuava, a despeito do instante, trouxe de volta a razão... e o seu discurso, que tinha se desmanchado em beijo, voltou a ser só palavra.
O dia endureceu o afeto e me senti estupidamente indefesa.
Acho então que não sei brincar de beijo.

Não se vier vazio de todo o resto.
(Solange Maia)
A tua presença floresce os meus silêncios em poesia.

            (Guilherme Antunes)

- Então Charlie Brown

...o que é amor pra você?
- Em 1987 meu pai tinha um carro azul
- Mas o que isso tem a ver com amor?
- Bom, acontece que todos os dias ele dava carona pra uma moça. Ele saía do carro, abria a porta pra ela, quando ela entrava ele fechava a porta, dava a volta pelo carro e quando ele ia abrir a porta pra entrar, ela apertava a tranca. Ela ficava fazendo caretas e os dois morriam de rir.
...acho que isso é amor.

(Peanuts)