domingo, 5 de setembro de 2010

''de repente um riso tímido
presenteia meus lábios
o dia desperta o
mundo que guardo por dentro
uma chance muito pequena
- mas chances não se medem -
de ser feliz para sempre
mais uma vez.''


Cáh Morandi

domingo, 22 de agosto de 2010

Nascemos todos os dias, quando nasce o Sol.
Começa hoje mesmo a vida que te resta.






Lygia Fagundes Telles

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A sua TV?

Agora não escrevo só pra mim, com a sensação de que estou escrevendo para um batalhão de criaturas virtuais...Sim, agora eu escrevo pra mais que além de mim, eu tenho um seguidor! Pasmem, eu descobri isso hoje...rs

Esquecendo essa grande novidade...

Estava eu, assistindo a TV Cultura e não pude deixar de apreciar a boa música do TM. E esta com uma crítica a sutil alienação a cultura barata da TV brasileira. E como já diz o Fernando em sua letra... ''Acesso é poder e o poder é a informação''[...]. Você já se perguntou que tipo de ''formação'' você anda recebendo GOELA A BAIXO, sem ao menos ''mastigar''?

''Não.
"Pô tô cansado de toda essa merda que eles mostram na televisão todo dia mano, não aguento mais, é foda!''

Enquanto pessoas perguntam por que, outras pessoas perguntam por que não?

Até porque não acredito no que é dito, no que é visto.
Acesso é poder e o poder é a informação. Qualquer palavra satisfaz. A garota, o rapaz e a paz quem traz, tanto faz. O valor é temporário, o amor imaginário e a festa é um perjúrio. Um minuto de silêncio é um minuto reservado de murmúrio, de anestesia. O sistema é nervoso e te acalma com a programação do dia, com a narrativa. A vida ingrata de quem acha que é notícia, de quem acha que é momento, na tua tela querem ensinar a fazer comida uma nação que não tem ovo na panela que não tem gesto, quem tem medo assimila toda forma de expressão como protesto.

Falou e disse...

Num passado remoto perdi meu controle...
Num passado remoto perdi meu controle...

Num passado remoto...

Era vida em preto e branco, quase nunca colorida reprisando coisas que não fiz, finalmente se acabando feito longa, feito curta que termina com final feliz...

Ela não SAP quem eu sou,
Ela não fala a minha língua.''

Oteatromágico/Anitelli


terça-feira, 17 de agosto de 2010

Só consigo ser igual a mim


Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia. Esse jeito de ver além dos olhos, de ouvir além dos ouvidos, de sentir a textura do sentimento alheio, tão clara, no próprio coração. Essa sensação, às vezes, de ser estrangeiro e não saber falar o idioma local, de ser meio ET, uma espécie de sobrevivente de uma civilização extinta. Essa intensidade toda em tempo de ternura minguada. Esse amor tão vívido em terra em que a maioria parece se assustar mais com o afeto do que com a indelicadeza. Esse cuidado espontâneo com os outros. Essa vontade tão pura de que ninguém sofra por nada. Esse melindre de ferir por saber, com nitidez, como dói ser ferido. Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia. Essa saudade, de fazer a alma marejar, de um lugar que não se sabe onde é, mas que existe. Essa possibilidade de experimentar a dor, quando a dor chega, com a mesma verdade com que experimenta a alegria. Essa incapacidade de não se admirar com o encanto grandioso que também mora na sutileza. Essa vontade de espalhar buquês de sorrisos por aí, porque os sensíveis, por mais que chorem de vez em quando, não deixam adormecer a ideia de um mundo que possa acordar sorrindo. Pra toda gente.

Eu até já tentei ser diferente, por medo de doer, mas não tem jeito: só consigo ser igual a mim.

Ana Jácomo

alimente-se...

E ler, ler é alimento de quem escreve. Várias vezes você me disse que não conseguia mais ler. Que não gostava mais de ler. Se não gostar de ler, como vai gostar de escrever? Ou escreva então para destruir o texto, mas alimente-se. Fartamente. Depois vomite.
Caio Fernando Abreu


PS, eu: Ácido... mas, leia fartamente e depois compartilhe!

Penso, logo... mudo de idéia

Sinto falta de ter tempo para ler, e prestar atenção em um filme. Sinto falta de escrever aqui. Estou escrevendo, mas paro para fazer desenhos de quem não sabe desenhar, uma casa de palitos, um sonho cor de rosa em um mundo inexistente.
Não tenho orgulho de ser uma catástrofe, mas tenho coragem de reconhecê-la. Tenho coragem de me mostrar, mesmo não sendo lá grandes coisas, tenho vergonha de não cumprir minhas promessas, mas tenho mais ainda de não entender os mecanismos da minha cabeça.
Tenho medo de não ser um sucesso...Minha avó disse "essa minha neta, é um sucesso" deveria ser o suficiente, mas nunca é.
Algumas pessoas me acham louca, outras tem certeza...(brincadeira...rs) Eu continuo assim, dúbia, confusa, cheia de certezas e lotada de dúvidas, e desde que aprendi, sempre utilizo a célebre frase da Radical Chic: "Penso, logo... mudo de idéia".
Uma boa noite pra mim mesma!
Cristal, adaptado.
''Costumamos esquecer que não podemos impedir a mudança: tudo dança a coreografia sábia e implacável da impermanência. Mas a música daquilo que verdadeiramente nos toca com amor, não importa o quanto tudo mude - e tudo muda -, não deixa nunca mais de tocar e viver, de algum jeito, no nosso coração.'' (Ana Jácomo)